De acordo com o Decreto nº 3298 de
1999 da legislação brasileira, deficiência é toda perda ou
anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica
que gere incapacidade para o desempenho de atividade dentro do padrão
considerado normal para o ser humano (Art. 3º) e deficiência física
é uma alteração completa ou parcial de um ou mais segmento do corpo humano,
acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de
paraplesia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia,
triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de
membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida,
exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o
desempenho de funções (Art. 4º), onde encontramos graus de comprometimento que requerem
um estudo sobre as necessidades específicas de cada pessoa.
Segundo Rita Bersch e Rosângela Machado
para que o educando com deficiência física possa acessar ao conhecimento
escolar e interagir com o ambiente ao qual ele freqüenta, faz-se necessário
criar as condições adequadas à sua locomoção, comunicação, conforto e
segurança. Para tanto o Atendimento Educacional Especializado – AEE, faz uso da
Tecnologia Assistiva (TA) objetivando atender as necessidades do educando com
deficiência física, no contexto escolar, visando sua inclusão.
A
Tecnologia Assistiva, é uma área do conhecimento e de atuação que desenvolve
serviços, recursos e estratégias que auxiliam na resolução de dificuldades
funcionais das pessoas com deficiência na realização de suas tarefas (Coleção A
Educação Especial na Percectiva da Inclusão Escolar – Fascículo 6). Segundo
Bersch (2006, p.2) “deve ser entendida
como um auxílio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional
deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra
impedida por circunstância de deficiência.” Existem as seguintes modalidades de TA:
a) Uso da Comunicação Aumentativa e
Alternativa, para atender as necessidades dos educandos com dificuldades de
fala e de escrita;
b) Adequação dos materiais
didáticos-pedagógicos ás necessidades dos educandos;
c) Desenvolvimento de projetos em
parceria com profissionais da arquitetura, engenharia e técnicos em edificações,
para promover a acessibilidade arquitetônica;
e) Uso de mobiliário adequado.
TA
– RECURSOS PEDAGÓGICOS ACESSÍVEIS
Os recursos podem ser considerados
ajudas, apoio e também meios utilizados para alcançar um determinado objetivo;
são ações práticas educacionais ou material didático projetados para propiciar
a participação autônoma do aluno com deficiência física no seu percurso escolar
(Coleção A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar – Fascículo 6).
Optei em enfatizar os recursos didáticos-pedagógicos, visto que várias atividades exigem dos aducandos competência como leitura, escrita,
produção gráfica, dentre outras, necessárias nas diversas atividades. Na
produção escrita, a criança estabelece relações com o meio, pois aprender a ler e
escrever é desafiador para qualquer aluno. Tais materiais podem ser construídos
para facilitar a preensão do lápis ou outros materiais quando existe prejuízo
na motricidade fina do aluno, comprometendo sua produção gráfica.
Constata-se, na prática, que a intervenção do professor do AEE na construção desses recursos pedagógicos, contribuem satisfatoriamente no desenvolvimento da psicomotricidade fina do aluno com deficiência física, com prejuízo na preensão, favorecendo seu desempenho na sua produção gráfica, contribuindo para o seu processo de autonomia diante dos desafios do contexto de sala de aula.
Constata-se, na prática, que a intervenção do professor do AEE na construção desses recursos pedagógicos, contribuem satisfatoriamente no desenvolvimento da psicomotricidade fina do aluno com deficiência física, com prejuízo na preensão, favorecendo seu desempenho na sua produção gráfica, contribuindo para o seu processo de autonomia diante dos desafios do contexto de sala de aula.
Materiais didáticos
engrossados com espuma para facilitar a preensão de
alunos com dificuldades de preensão, objetivando desenvolver a psicomotricidade
fina.
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Gostei da dica do mobiliário.
ResponderExcluirObrigada, Tereza!
ResponderExcluirVisite meu blog sempre.
Olá Roseane!!
ResponderExcluirAmei o seu trabalho sobre Tecnologia Assistiva. Gostei da fundamentação teórica, como também das referências bibliográficas. São de grande relevância as suas postagens sobre as adequações de mobiliário, de recursos de TA de alta e baixa tecnologia e de acessibilidade arquitetônica. Seu trabalho revelou muitas sugestões para o crescimento e a autonomia da pessoa com deficiência. Um abraço!
Obrigada, Regina
ExcluirVindo de você considero um grande elogio!
Oi Roseane!
ResponderExcluirGostei muito de sua escolha, recursos pedagógicos de baixa tecnologia são muito importantes, visto que atividades próprias da rotina escolar são desafiadores para nossos alunos com deficiência física. A produção de recursos e exemplos de soluções simples tornam-se mais importante ainda quando sabemos que muitos recursos e alternativas disponíveis são muito caros.
Parabéns!
De fato Scheila,
ExcluirPensei nessa possibilidade quando optei por esses recursos, de simples construção e tão importantes para a produção gráfica dos alunos.
Como sempre riquíssimas suas contribuições em nossos trabalhos. Parabéns pelas escolhas e organização de sua postagem. Um abraço querida.
ResponderExcluirOlá, Emiliana
ExcluirConcordo, a contribuição do grupo é de fato riquíssima e sua participação é de grande contribuição!
Parabéns!
Parabéns Roseane ,pelo texto riquíssimo e instrutivo .
ResponderExcluirObrigada,
ExcluirVisite-o sempre!