domingo, 8 de dezembro de 2013

AEE NA DEFICIÊNCIA VISUAL

Sobre audiodescrição:


A audiodescrição é um recurso de tecnologia assistiva que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual junto ao público de produtos audiovisuais. O recurso consiste na tradução de imagens em palavras. É, portanto, também definido como um modo de tradução audiovisual intersemiótico, onde o signo visual é transposto para o signo verbal. Essa transposição caracteriza-se pela descrição objetiva de imagens que, paralelamente e em conjunto com as falas originais, permite a compreensão integral da narrativa audiovisual. Como o próprio nome diz, um conteúdo audiovisual é formado pelo som e pela imagem, que se completam. A audiodescrição vem então preencher uma lacuna para o público deficiente visual.

A audiodescrição acontece ao mesmo tempo em que a imagem aparece na tela, entre o conteúdo verbal ou as falas do produto audiovisual, e em sincronia com outras informações sonoras deste produto, ou seja, uma risada, uma porta batendo ou um tiro. Desta forma, a audiodescrição não se sobrepõe ao conteúdo sonoro principal do filme, mas trabalha com ele no sentido de proporcionar o melhor entendimento possível de uma cena.

A audiodescrição pode ser pré-gravada, ao vivo ou simultânea. A AD pré-gravada exige um roteiro detalhado para que seja gravado em estúdio e mixado à banda de áudio do produto audiovisual. Geralmente, a AD pré-gravada é aquela que podemos encontrar nas salas de cinema e em alguns programas de televisão. Já a AD ao vivo, como o próprio nome diz, acontece in loco, ou seja, ela não é gravada, mas narrada no momento em que o produto audiovisual está sendo apresentado. Ela é usada em festivais de cinema, peças de teatro, óperas e espetáculos de dança. Apesar de ser ao vivo, a AD é roteirizada antes do evento cultural, e cabe ao audiodescritor-locutor acompanhar o tempo real do evento. Por último, AD simultânea também acontece ao vivo, porém sem preparação alguma. Em programas de TV ou noticiários ao vivo, por exemplo, não é possível prever o que será falado ou filmado. Assim, o roteiro não existe e o audiodescritor-locutor terá que ser hábil e rápido o suficiente para descrever imagens que lhe são apresentadas pela primeira vez.
Seja pré-gravada, ao vivo ou simultânea, a audiodescrição chega ao público deficiente visual através de fones de ouvido, como os usados na interpretação simultânea, que devem ser disponibilizados nas salas de cinema e teatro. Na televisão, o simples toque na tecla SAP ou MTS faz com que a audiodescrição fique audível para o espectador deficiente visual.

Exposição: Passeio pelo Invisível

A exposição através da audiodescrição pode ser usada como recurso pedagógico com pessoas com deficiência visual, objetivando trabalhar diversos conteúdos. Nesse caso, fotografias feitas por pessoas com deficiência visual, além de possibilitar a oportunidade de tais pessoas captarem imagens diversas, poderão a seguir identificá-las através da audiodescrição, bem como trabalhar diversos conteúdos a partir da imagem e do público alvo (faixa etária/grau de escolaridade/nível de compreensão).



A exposição Passeios pelo Invisível – fotografias feitas por pessoas com deficiência visual” é resultado de quatorze encontros fotográficos com um grupo de 14 pessoas com deficiência visual do Lar Escola “Santa Luzia” para cegos. Essa oficina de fotografia coordenada pelo fotógrafo Júlio Riccó, teve um caráter experimental, observando e compartilhando informações sobre a fotografia. 

Veja a exposição:














sábado, 19 de outubro de 2013

O USO DOS JOGOS NO AEE

                                                            

          Numa perspectiva mais recente da psicologia infantil, o psicólogo russo Lev Semenovich Vygotsky e seus seguidores Luria, Leontiev e Elkonin, fecundaram os pressupostos teóricos atuais sobre relação entre o jogo, desenvolvimento e aprendizagem da criança e influenciaram as novas abordagens na educação de crianças com necessidades educativas especiais.
          De acordo com Vygotsky (2002), o jogo desempenha um papel fundamental na formação do indivíduo. O jogo não é uma atividade inata, mas sim decorrente das relações sociais, portanto carregado de significação social, e varia de acordo com o tempo e com a cultura na qual está inserido. No brincar a criança procede além do comportamento habitual de sua idade, é capaz de ir além de seu desenvolvimento. O brincar cria uma zona de desenvolvimento proximal, um campo de transição propício para mediar à ação da criança com objetos concretos e suas ações com significados. É nesse sentido que autor nos apresenta o jogo considerando dois elementos importantes: a situação imaginária e as regras. Leontiev (1998) analisa a ZDP e enfatiza o brincar como uma atividade que favorece a zona de desenvolvimento proximal, e, permite mudanças no desenvolvimento das funções psicológicas que resultam em ações mentais mais complexas. Para Leontiev, as características da atividade lúdica são: a) o jogo tem um fim em si mesmo; b) o jogo exige a liberdade de ação; c) todo jogo tem regras implícitas ou explícitas; jogar é uma atividade consciente; d) o conteúdo da brincadeira provém da realidade social; e) a situação imaginária resulta da substituição de significados dos objetos; f) a brincadeira é uma atividade que pode ser generalizada; g) o jogo é a concretização de uma situação que a criança não pode desempenhar na realidade. Assim, a função didática do jogo está na possibilidade do desenvolvimento cognitivo por dois motivos: o de permitir avanços além do desenvolvimento efetivo da criança e o fato de que o processo do jogo é mais importante que o resultado. O tipo de jogo praticado pelo sujeito percorre o caminho das habilidades que necessita construir em seu desenvolvimento.
         Por isso a indicação do uso de jogos no AEE com alunos com deficiência intelectual contribuindo para o desenvolvimento dos mecanismos de aprendizagem relacionados á memória, a atenção, a transferência de aprendizagem, a metacognição e a motivação.


          1 -JOGO DA VELHA:
             intervencaoespecial.blogspot.com/p/jogos.html

          É um jogo muito simples de baixo custo que poderá ser confeccionado pelo aluno com a orientação da professora do AEE, cujo material utilizado será cartolina guache em qualquer cor, hidrocor, régua e tampinhas de refrigerante em duas cores. Na construção do jogo trabalha-se cores, quantidade, coordenação motora fina, possibilitando jogar em dupla. Objetiva desenvolver a atenção, o raciocínio e pensamento que são funções comprometidas pela deficiência intelectual.



  





          2- JOGO DAS CORES
                 intervencaoespecial.blogspot.com/p/jogos.html

          O jogo das cores é também um jogo simples de construir e de baixo custo. Será utilizado cartolinas guaches em quatro cores, régua e hidrocor. Com a orientação da professora de AEE o aluno realiza o traçado ou simplesmente monta de acordo com as suas habilidades. Na construção do jogo trabalha-se as cores, formas geométricas, classificação e seriação, quantidade e desenvolve a coordenação motora fina. Objetiva desenvolver a atenção, o raciocínio e pensamento que são funções comprometidas pela deficiência intelectual.

           A professora de AEE deverá sempre intervir, durante todo o processo de construção e ações dos alunos durante o jogo, problematizando as diversas situações de aprendizagem quanto as estratégias de jogadas usadas pelos alunos com relação as regas, placares.


Referência:
Adélia de Lourdes Matera Juliani -Professora PDE 2008. Professora Especialista da Rede Pública do Estado do Paraná – Educação Especial: Sala de Recursos e Apoio à Comunicação no Colégio Estadual Dr. José Gerardo Braga de Maringá - PR.
Leonor Dias Paini-Orientadora do PDE. Doutora em Psicologia Escolar e Desenvolvimento Humano USP/SP. Coordenadora do Curso de Pedagogia, Professora da área de Psicologia da Educação, Departamento de Educação da UEM (Universidade Estadual de Maringá), PR.

sábado, 31 de agosto de 2013

AEE NA DEFICIÊNCIA FÍSICA -TECNOLOGIA ASSISTIVA

         



       De acordo com o Decreto nº 3298 de 1999 da legislação brasileira, deficiência é toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade dentro do padrão considerado normal para o ser humano (Art. 3º) e deficiência física é uma alteração completa ou parcial de um ou mais segmento do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplesia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções (Art. 4º), onde encontramos graus de comprometimento que requerem um estudo sobre as necessidades específicas de cada pessoa.
       Segundo Rita Bersch e Rosângela Machado para que o educando com deficiência física possa acessar ao conhecimento escolar e interagir com o ambiente ao qual ele freqüenta, faz-se necessário criar as condições adequadas à sua locomoção, comunicação, conforto e segurança. Para tanto o Atendimento Educacional Especializado – AEE, faz uso da Tecnologia Assistiva (TA) objetivando atender as necessidades do educando com deficiência física, no contexto escolar, visando sua inclusão.
        A Tecnologia Assistiva, é uma área do conhecimento e de atuação que desenvolve serviços, recursos e estratégias que auxiliam na resolução de dificuldades funcionais das pessoas com deficiência na realização de suas tarefas (Coleção A Educação Especial na Percectiva da Inclusão Escolar – Fascículo 6). Segundo Bersch (2006, p.2) “deve ser entendida como um auxílio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência.” Existem as seguintes modalidades de TA:

a)      Uso da Comunicação Aumentativa e Alternativa, para atender as necessidades dos educandos com dificuldades de fala e de escrita;





b)      Adequação dos materiais didáticos-pedagógicos ás necessidades dos educandos;









c)      Desenvolvimento de projetos em parceria com profissionais da arquitetura, engenharia e técnicos em edificações, para promover a acessibilidade arquitetônica;






d)      Adequação de recursos da informática e




e)      Uso de mobiliário adequado.






TA – RECURSOS PEDAGÓGICOS ACESSÍVEIS


          Os recursos podem ser considerados ajudas, apoio e também meios utilizados para alcançar um determinado objetivo; são ações práticas educacionais ou material didático projetados para propiciar a participação autônoma do aluno com deficiência física no seu percurso escolar (Coleção A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar – Fascículo 6).

          Optei em enfatizar os recursos didáticos-pedagógicos, visto que várias atividades exigem dos aducandos competência como leitura, escrita, produção gráfica, dentre outras, necessárias nas diversas atividades. Na produção escrita, a criança estabelece relações com o meio, pois aprender a ler e escrever é desafiador para qualquer aluno. Tais materiais podem ser construídos para facilitar a preensão do lápis ou outros materiais quando existe prejuízo na motricidade fina do aluno, comprometendo sua produção gráfica.
         Constata-se, na prática, que a intervenção do professor do AEE na construção desses recursos pedagógicos, contribuem satisfatoriamente no desenvolvimento da psicomotricidade fina do aluno com deficiência física, com prejuízo na preensão, favorecendo seu desempenho na sua produção gráfica, contribuindo para o seu processo de autonomia diante dos desafios do contexto de sala de aula. 







Materiais didáticos engrossados com espuma  para facilitar a preensão de alunos com dificuldades de preensão, objetivando desenvolver a psicomotricidade fina.




quarta-feira, 31 de julho de 2013

PAPEL DO PROFESSOR DO AEE

PAPEL DO PROFESSOR DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE)


          Ao considerar a Educação Especial na Perspectiva da educação inclusiva, quanto ao professor do Atendimento Educacional Especializado (AEE) na escola, conceituando AEE como um “serviço da educação especial que identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas” (Mara Lúcia Sartoretto e Rita Bersch), o professor do AEE tem o papel de se empenhar o máximo para fazer cumprir o que propõe esse conceito. Para tanto sua presença é fundamental nas escolas em todos os níveis, especialmente na educação básica.
          Para atender a demanda público alvo do AEE (alunos com deficiências e transtornos do desenvolvimento), considerando cada aluno individualmente, faz-se necessário a realização da anamnese com os responsáveis e a avaliação psicopedagógica com o aluno, além da elaboração do estudo de caso para o desenvolvimento do trabalho do professor do AEE, sendo de fundamental importância desenvolver cada etapa do estudo de caso, a saber:
 1- Apresentação do Problema: Nessa etapa inicial permite a apresentação o aluno (identificação, escolaridade) e identificar o comprometimento (deficiências e/ou transtornos) apresentando suas dificuldades, comportamentos e socialização na escola. 2- Esclarecimento do Problema; Consiste na identificação dos aspectos relacionados ao desenvolvimento integral e aprendizagem do aluno que possam ou não explicar a natureza do problema.
3- Identificação da Natureza do Problema. Essa etapa permite a identificação da situação do aluno e do ambiente com o qual ele interage (interesses, dificuldades, nível de desenvolvimento nos diversos aspectos).
e 4- Resolução do Problema. Consiste em ter clareza em relação á natureza do problema. Seguir essas etapas contribuirá para uma intervenção satisfatória diante das necessidades dos alunos nos atendimentos.
          No atendimento das necessidades específicas do público alvo do AEE, após a elaboração do estudo de caso, considero importante a elaboração do plano de AEE que refere-se á elaboração das intervenções necessárias (sala de aula regular e no AEE) com o objetivo de superar as dificuldades do aluno,
 pois esse, seguido passo a passo, nos atendimentos realizados sistematicamente,  muito contribuirá para o desenvolvimento dos alunos atendidos nas salas de recursos multifuncionais. No plano de AEE consta: Os objetivos (geral e específico) do plano; a Organização do atendimento; Período de atendimento (Semestral e/ou anual); a Frequência; o Tempo de atendimento (em horas ou minutos); a Composição do atendimento: (individual ou coletivo); as Atividades a serem desenvolvidas no atendimento ao aluno; A Seleção de materiais a serem produzidos para o aluno (quando necessário); Os Tipos de parcerias necessárias para aprimoramento do atendimento e da produção de materiais e os Profissionais da escola que receberão orientação do professor da AEE sobre serviços e recursos oferecidos ao aluno. Concluindo com a realização da Avaliação dos Resultados.




domingo, 26 de maio de 2013

Para Refletir



" A conduta é um espelho no qual todos exibem sua alma".               (Goethe)

Vídeo: Glee- Imagine: Não tem como não emocionar...




Refletindo sobre Tecnologias


Assista: Vídeo Rafinha 2.0
Duração: 9 min36seg, em português
http://www.youtube.com/watch/






O vídeo Rafinha 2.0, enviado por Arthur César Calefe, explica o que acontece no contexto contemporâneo, quanto aos recursos tecnológicos e seu poder de comunicação.  Refere-se a um adolescente de 16 anos que como qualquer adolescente no século XXI, convive com recursos tecnológicos. Rafinha não é um “ET” ou nerde e sim um adolescente que, independente da sua nacionalidade ou grau de inteligência, nasceu e cresceu tendo contato com a tecnologia, portanto tudo é muito natural para ele, que não lê jornal ou TV e sim parte do seu tempo livre está on line (internet, vídeo game).
 O vídeo apresenta a WEB 2.0 como uma grande rede colaborativa, envolvendo grandes potências no desenvolvimento tecnológico/poder (EUA, Japão, Ìndia, China) que conecta pessoas e não apenas computadores, promovendo uma interação entre o físico e o virtual envolvendo um grande investimento e evolução, objetivando levar informação, desejando compartilhar, emocionar o consumidor.
Conclui defendendo que não somos diferentes do Rafinha e sim que esse pertence a geração C (Conteúdo, Colaboração, Conexão), pertencente a um mundo de informação compartilhada.

Pesquisa sobre AEE

ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE)



Atendendo a proposta da atividade do curso, escolhi o tema Atendimento Educacional Especializado (AEE) e encontrei o conteúdo da ASSISTIVA, Tecnologia e Educação. Este site da autoria de Mara Lúcia Sartoretto e Rita Bersch é composto por uma equipe especializada em Tecnologia Assistiva (TA) que objetiva oferecer conhecimento e informação, realizar a formação e produzir pesquisas que possam ser úteis a órgãos, instituições e entidades que atendam pessoas com deficiência e atendimento direto ao usuário. Contempla os temas tecnologia Assistiva, Comunicação Alternativa, AEE, Educação Inclusiva, Legislação, cursos, eventos realizados e conceitos. Define AEE como “um serviço da educação especial que identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas” (SEEP/MEC, 2008). Referencia vários livros sobre AEE. Confira, enriqueça sua leitura. (www.assistiva.com.br/aee.html)
                                                         





                

Aprenda mais sobre AEE

Coletânea "A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar"



Esta coletânea é composta de 10 volumes específicos da demanda do AEE publicados pela SECADI.
Acesso  no site: http://portal.mec.gov.br

Leia ainda: Documentos Legais que definem a Educação Especial:

* Política Nacional de Educação Especial na Pespectiva da Educação Inclusiva
* Decreto Nº 7 6111 de 17 de Novembro de 2011
   Dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado e dá outras providências.
* Resolução Nº 4, de 2 de Outubro de 2009 
   Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial.

BEM VINDOS (AS)!

         Esse é um espaço de troca para que possamos compartilhar saberes  no tocante ao AEE (Atendimento Educacional Especializado), atendendo a proposta de atividade de um curso, á distância, do qual pertenço.
           Convido todos que tenham interesse no tema.







                        Aprendizagem on line: Desafios e Possibilidades



           Há bem pouco tempo atrás a minha credibilidade, no tocante a realização de cursos á distância, era mínima, porém essa percepção mudou ao conhecer essa modalidade através de uma curso que participei. No entanto, ainda tenho várias restrições, quanto á qualidade de algumas ofertas. Defendo que alguns cursos podem ser realizados online desde que sejam observados vários critérios (área do curso, proposta pedagógica, docentes, perfil e demanda de alunos, entre outros), outros cursos, se realizados presencialmente maior garantia de assimilação no processo de ensino e aprendizagem. Moran afirma que "um bom curso, presencial ou á distância, depende, em primeiro lugar, de termos educadores maduros intelectual e emocionalmente, pessoas curiosas, entusiasmadas, abertas, que saibam motivar e dialogar" (Moran, 2007).  Defendo a necessidade em facilitar uma aprendizagem significativa e essa acontece na relação, no "entre" ensinante e aprendente, respeitando os estilos cognitivos de ambos. "Alunos curiosos, motivados, facilitam enormemente o processo, estimulam as melhores qualidades do professor, tornam-se interlocutores lúcidos e parceiros de caminhada do professor-educador" (Moran, 2007).
          Para Jonh Dewey "o professor que desperta entusiasmo em seus alunos consegue algo que nenhuma soma dos métodos sistematizados, por mais corretos que sejam, podem obter". Considero esse entusiasmo como uma característica fundamental em todas as situações de aprendizagem. A educação contemporânea é afetada pelas tecnologias e novas possibilidades surgem, portanto devemos tê-la como aliada, cabendo ao educador incorporar esse recurso á sua práxis, apesar das dificuldades constatadas na proposta da pedagogia online.
          Considerando minha pouca experiência, estou feliz pela oportunidade de participação nesse curso, apesar do meu tempo limitado para dedicar-me, o que aponto como dificuldade, porém o desejo de ampliar meu conhecimento é mais forte.

Indicação de leitura: 
Texto 1 : O que é um bom curso à distância?
Disponível em http: //www.eca.usp.br/prof/moran/bom_curso.htm

Texto 2 : Contribuições para uma Pedagogia da Educação on-line
Disponível em http: //www.eca.usp.br/prof/moran/contrib.h